“Bloodshot”: como a ficção reforça políticas punitivas na área da segurança

Dentro da proposta de discutir e analisar obras artísticas que versam sobre a temática da violência e da segurança pública, apresentamos na seção “Linguagens da Violência” a resenha do filme “Bloodshot”. A advogada Natália Pinto discute como a ficção sanciona a adoção de políticas de repressão e de contenção sob a operação de distinguir as pessoas entre “bandidos” e “heróis”.

“A questão Judaica: o pária como paradigma do agir e do pensar em Hannah Arendt”

Para a filósofa Hannah Arendt, importa entender o pária como paradigma da ação. Nesta direção o pária emerge como aquele que não se furta a viver na comunidade política, mesmo sabendo que não pertence a ela. O pária por sua condição está no mundo, mas não totalmente integrado a esse. Todavia, sabendo que este o lócus privilegiado da ação em meio aos olhares e a presença do outros assume o agir, como manifestação de responsabilidade e compromisso para com o mundo. O pensar, para Arendt, é uma possibilidade para obstar o mal.

BDSM: porque eu prefiro ser a “Puta de Uso do Dono” a ser o “Meu Amor”!

O Blog Escrivaninha abre espaço para um assunto tabu escrito por uma escritora e adepta do BDSM, acrônimo para Bondage/ Disciplina, Dominação/ Submissão e Sadomasoquismo: as relações de poder e dominação entre homens e mulheres na esfera da sexualidade. Violência, sexo e poder. Três forças que movem a sociedade. Trata-se de um tema polêmico que transcende os nossos limites e que perpassa o que há de mais recôndito em nós. Ótima leitura!

A militarização da sociedade

Uma sociedade guerreira é uma sociedade em alerta para a guerra, o que quer dizer, para a captura ou fuga em relação ao inimigo, que busca no seu ambiente e em si mesma meios de se assegurar quanto a isto, que espreita o inimigo e pensa de antemão que ele está à sua espreita. É uma sociedade panóptica vigiando tudo e todos inimigos, bem como uma sociedade paranoica se sentindo vigiada por tudo e por todos como inimigos. Todas as sociedades historicamente são mais ou menos guerreiras não importa o quão civilizadas sejam e a diferença entre elas no espaço e tempo é de grau e não evolutiva, dependendo do quanto se militarizam para a guerra, e a mais civilizada é onde há uma maior grau de militarização, a que é mais voltada para a guerra ao contrário do que se pensa.

Guerreiros ou guardiães?

Se o guerreiro militar é o tipo ideal de homem preparado para defender a sociedade e o Estado quando há guerra, contudo, ele é o tipo ideal de homem para guardar aqueles que vivem na sociedade e no Estado quando não há guerra? Qual o tipo ideal de homem para a Segurança Pública: o guerreiro ou o guardião?

Guerra é coisa de “macho”

Guerra é coisa de “macho”: Do direito natural de disputar a fêmea num combate mortal ao direito moral, cultural ou humano não há muita diferença. Qualquer diminuição dos homens como machos é uma justificativa para a violência e guerra, para se tornarem guerreiros, o símbolo primitivo do homem macho na antiguidade, ou se tornarem militares fardados, na modernidade. Toda mulher sabe que sua segurança e a de outros está em risco por causa disso.

“Queen e Slim”, o amor em tempos de Black Lives Matter

Dentro da proposta de discutir e analisar obras artísticas que versam sobre a temática da violência e da segurança pública, damos início à seção “Linguagens da Violência” com a resenha do filme “Queen e Slim”. A advogada Natália Pinto traça paralelos entre a história de amor contada na película e suas inter-relações com a políticaContinuar lendo ““Queen e Slim”, o amor em tempos de Black Lives Matter”

Livro aborda as políticas públicas diante do crescimento de facções criminosas

As facções se tornaram uma expressão corrente em nosso vocabulário. Ao mesmo tempo, é possível perceber a dificuldade de se estruturar uma ação coordenada que vise a sua repressão. A advogada Natália Pinto Costa aborda essa relação em pesquisa que virou livro. Pesquisa analisa propostas de prevenção que abordassem especificamente as chacinas e micro chacinas que ocorriam com frequência, tanto dentro dos presídios como extramuros.