O gambito do Capitão: as razões por trás do anúncio da pré-candidatura de Wagner ao Governo do Ceará

Apesar da relação amistosa entre os dois parlamentares e de Eduardo Girão ter sido o coordenador da campanha de Capitão Wagner a prefeito de Fortaleza, a antecipação do anúncio da pré-candidatura tem sua razão de ser do ponto de vista da estratégia. A participação do senador cearense na CPI da Covid, por mais polêmica que seja, concede ao parlamentar um palanque nacional inédito, com direito a forte presença midiática. Além disso, a defesa intransigente à forma como o Governo Federal atuou em relação à pandemia transforma Eduardo Girão em uma figura de proa do bolsonarismo no Ceará.

A roupa como uma questão social

Mesmo que o juízo de gosto das pessoas em geral seja bastante diversificado, dadas as experiências particulares de cada um, o juízo de conhecimento, que se conceitua em ideias gerais sobre determinados estereótipos, é que se impõe como forte definidor das ações que temos em relação às pessoas que nos cercam. Essas atitudes reverberam em relação à segurança, onde o conceito de perigo/segurança que nós temos enraizado na nossa educação social está engessada em modelos antigos e preconceituosos que definem que a pessoa perigosa é o homem negro de classe baixa.

“A questão Judaica: o pária como paradigma do agir e do pensar em Hannah Arendt”

Para a filósofa Hannah Arendt, importa entender o pária como paradigma da ação. Nesta direção o pária emerge como aquele que não se furta a viver na comunidade política, mesmo sabendo que não pertence a ela. O pária por sua condição está no mundo, mas não totalmente integrado a esse. Todavia, sabendo que este o lócus privilegiado da ação em meio aos olhares e a presença do outros assume o agir, como manifestação de responsabilidade e compromisso para com o mundo. O pensar, para Arendt, é uma possibilidade para obstar o mal.