Familiares denunciam violações nos presídios; SAP flexibiliza visitas sociais

Visitas sociais foram flexibilizadas na semana passada. Os principais pontos foram: o tempo de visita foi ampliado para 1 hora de duração; crianças de até 11 anos com a carteira de vacinação dentro da validade podem retomar a visita social; os internos poderão receber até duas pessoas por visita; os internos que não possuem visitas sociais podem receber as cartas do projeto Mensagem de Amor de acordo com as regras anteriores de envio; e o contato físico respeitoso passou a ser permitido entre o detento e seu familiar. Medidas atendem, em parte, à demanda de familiares presos. No último dia 17, uma manifestação foi realizada em frente ao Centro de Eventos visando à sensibilização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Adultos e familiares de jovens também estão sem vacina por medo das facções

Em 12 de agosto, o Blog Escrivaninha trouxe com exclusividade o relato de que os jovens de alguns bairros estariam deixando de se vacinar contra a Covid-19 por medo de sofrerem represálias das facções criminosas. Nesta semana, a informação é que até mesmo adultos e familiares dos jovens compartilham desse temor. Ainda não há um protocolo de segurança por parte da Prefeitura de Fortaleza para lidar com essa situação de vulnerabilidade. As filas são longas e a exposição é permanente tanto no trajeto quanto na espera. A falta de orientação e o medo são uma constante. “Diversas pessoas mais velhas ainda não foram tomar a vacina com medo. Muitas delas por terem filhos e netos envolvidos no mundo do crime”, afirma uma fonte ouvida pela reportagem.

Mais três bairros também registram casos de perda de vacina por medo das facções; Prefeitura não se pronuncia

Jovens de pelo menos mais três bairros de Fortaleza, Serrinha, Itaperi e Damas, perderam a vacina contra a Covid-19 por causa do agendamento ter sido marcado para uma unidade de saúde situada em um território dominado por uma facção rival. O medo de que possam ser vítimas de algum tipo de violência no trajeto entre a residência e o posto de vacinação impede que o deslocamento seja feito. Conforme o Blog Escrivaninha apurou, a partir de relato dos próprios profissionais da área da Saúde, nem mesmo o Centro de Eventos representa um local seguro, haja vista o equipamento público estar instalado em uma área sob a influência dos Guardiões do Estado (GDE).

EXCLUSIVO: Conflito de facções deixa jovens sem vacina contra a Covid-19 em Fortaleza

Desde o domingo passado, dia 8, jovens a partir de 24 anos podem ser imunizados na capital cearense. No entanto, profissionais da área da Saúde revelaram ao Blog Escrivaninha que pessoas com a data agendada para se vacinar esta semana estão com medo de se deslocarem até o ponto de vacinação pelo fato de o equipamento público estar situado em um território pertencente a uma facção rival. Pelo menos quatro jovens com idades entre 22 e 23 anos já perderam a vacina e agora tentam de alguma forma se vacinar em unidades de saúde próximas aos seus locais de moradia.

Armas de fogo sim, máscaras não: o extermínio como política

No mesmo dia em que mais uma vez deu mostras de indignação sobre o uso de máscara para prevenção da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro ostentou em sua live semanal a réplica de um fuzil produzida por um artesão cearense, motorista aposentado da Polícia Federal, com peças de veículos usados. Para quem se pergunta sobre qual o posicionamento do poder público em relação a tantas mortes ocorridas em operações policiais, o contentamento de Bolsonaro com a possibilidade de uso de uma arma de fogo real em uma comunidade não deixa dúvidas que tais ações são chanceladas e amparadas por instâncias superiores.

Após demora, mutirão pretende vacinar profissionais da segurança da Capital até sexta, dia 4

A vacinação dos profissionais da segurança pública do Ceará teve início no dia 11 de abril. Passados quase dois meses, a categoria se queixa de lentidão na convocação das pessoas a serem imunizadas. Mutirão organizado pelo Governo do Estado pretende fazer com que todos os agentes de segurança lotados em Fortaleza se vacinem até a próxima sexta-feira, dia 4.

Número de policiais militares mortos pela Covid-19 no Ceará chega a 50

Os dados mais recentes sobre a letalidade da covid-19 entre profissionais da segurança revelam que o número de policiais militares da ativa mortos pela doença chegou a 50 na última sexta-feira, dia 21. O levantamento é feito pela Associação das Praças do Estado do Ceará (Aspra-CE). Em relação aos policiais civis mortos pela Covid-19, o número saltou de 10 para 13 desde o último levantamento, realizado no dia 6 de maio. As informações são do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol).

Faixa de Gaza, Estados Unidos, Ceará: as múltiplas dimensões da violência armada

Houve quem achasse que sairíamos melhor dessa pandemia. Diversos artigos foram escritos em tom otimista sobre esse futuro pós-pandêmico. Tratava-se, no entanto, de um mero desejo que não encontrou correspondência na realidade. A vontade de eliminar o Outro permaneceu alterada mesmo diante de tantas perdas provocadas pela Covid-19. Nossa sede de sangue exige que ainda mais pessoas pereçam por meio da violência armada: seja na Faixa de Gaza, nos Estados Unidos ou no Ceará.

Covid-19: luto e dor pela perda dos familiares na pandemia

Na quarta reportagem da série sobre mortes de profissionais da segurança pública por Covid-19, abordamos os relatos de familiares que perderam seus entes por causa da doença. Tratam-se de dramas pessoais que não aparecem nas estatísticas e muito menos nos relatos oficiais sobre a pandemia. Cada perda é um universo de sofrimento inestimável. Descrever a história de quem perdeu um familiar na pandemia é uma forma de sair da frieza dos dados no intuito de revelar uma dimensão dolorosa e única desse mal que nos aflige há mais de um ano.

Covid-19: Guardas municipais aguardam serem vacinados; baixas chegam a 12

Na terceira reportagem da série sobre o impacto da Covid-19 entre os profissionais da segurança pública, abordamos a situação da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF). Os agentes começaram a ser vacinados em abril, mas quem não mora na Capital se queixa pela falta de imunização.