Em Fortaleza, áreas com maior número de assassinatos possuem menor casos de letalidade policial

Na terceira reportagem da série “Números da letalidade policial em Fortaleza”, apresentamos uma comparação sobre os mapas da letalidade policial e dos crimes violentos letais intencionais (CVLI) na capital cearense. É possível observar, a partir dos dados levantados por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), que a relação entre assassinatos e mortes por intervenção policial é inversa, ou seja, nas áreas integradas de segurança (AIS) com maior número de homicídios, a quantidade de vítimas da violência institucional é menor.

Lentidão e falta de amparo às vítimas são características em comum nos casos de letalidade policial

Movimentos da sociedade civil se organizam em busca de Justiça nos casos envolvendo mortes por intervenção policial. O caminho, no entanto, é árduo. Falta de assistência e lentidão nos processos judiciais são um fardo para quem perdeu um ente familiar pelas mãos do Estado, como nos casos da Chacina do Curió e da morte do adolescente Juan Ferreira, de 14 anos. A segunda reportagem da série “Números da letalidade policial em Fortaleza” retrata a luta e o esforço dos familiares em seguir suas vidas após terem os filhos mortos em decorrência de intervenção policial.

Série de assassinatos múltiplos gera terror na Região Metropolitana

As estatísticas do mês de agosto interromperam a tendência de queda nos assassinatos no Ceará. O cenário que se descortina pela frente não é auspicioso. Os primeiros quinze dias de setembro já são superiores em homicídios aos quinze primeiros dias de agosto, indicando que a onda de violência é ascendente. Os assassinatos múltiplos se sucedem, em especial na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Crimes violentos letais intencionais aumentam 8% em agosto no Ceará

A trajetória de queda observada nos números da violência letal deste ano, no Ceará, foi interrompida. O Estado registrou 281 crimes violentos letais intencionais (CVLI) no mês passado, ou seja, um aumento de 8% na comparação com agosto de 2020, quando foram contabilizados 260 assassinatos. Em 2019, esse número foi ainda menor: 186. O CVLI representa a soma dos seguintes crimes: homicídio doloso/feminicídio, lesão corporal seguida de morte e roubo seguido de morte (latrocínio). Neste ano, o Ceará soma 2.143 homicídios.

Movimentos e entidades católicas, lideranças, religiosos/as e pastores do Ceará assinam carta aberta em defesa da democracia

Assim como ocorreu com a Igreja Betesda no Ceará, movimentos da Igreja Católica e pastores de diversas denominações assinaram uma carta aberta em defesa da democracia e da vida. No texto, os signatários fazem memória do papel da Igreja no combate à Ditadura Militar bem como destacam a necessidade do profetismo nos tempos atuais. Confira o texto na íntegra publicado com exclusividade no Blog Escrivaninha.

Os múltiplos gritos dos/as excluídos/as: um guia das manifestações no Ceará

Quem é do Ceará e deseja participar das manifestações do 27º Grito dos/as Excluídos/as, segue uma relação de locais e horários. Nestes 27 anos de história, o Grito dos Excluídos e das Excluídas mudou a cara do 7 de Setembro e da Semana da Pátria. Chamou o povo para descer das arquibancadas dos desfiles cívicos e militares e participar, ativamente, na luta por seus direitos, e ocupar as ruas e praças, nos centros e nas periferias de todo o Brasil. Vale ressaltar os cuidados sanitários e com a própria segurança que cercam um evento como esse.

A polícia militar não pode servir como força auxiliar do caos

Na falta de um corpo organizado no interior das Forças Armadas que tope encarar a aventura do autogolpe, como ocorreu na Ditadura Militar, o presidente busca aliados em suas forças auxiliares, as polícias militares, causando mais uma dor de cabeça aos governadores. Vale ressaltar que os gestores estaduais são tidos pelos grupos bolsonaristas como os bodes expiatórios de tudo o que acontece de ruim neste país: da explosão de casos de Covid-19 ao aumento no preço da gasolina. O Ceará tem dado um exemplo de como lidar com grupos cujos interesses se chocam com os valores democráticos. A atuação do Ministério Público Militar e da CPI das Associações Militares são peças fundamentais para determinar o que há por trás das ações de insubordinação mais recentes contra o Governo do Estado. Não é o momento de tergiversar. Em momentos de crise, a Polícia Militar precisa se manter como uma força auxiliar de defesa da ordem constitucional e não de interesses escusos, por mais que venham embalados sob a ardilosa bandeira do patriotismo.

Adultos e familiares de jovens também estão sem vacina por medo das facções

Em 12 de agosto, o Blog Escrivaninha trouxe com exclusividade o relato de que os jovens de alguns bairros estariam deixando de se vacinar contra a Covid-19 por medo de sofrerem represálias das facções criminosas. Nesta semana, a informação é que até mesmo adultos e familiares dos jovens compartilham desse temor. Ainda não há um protocolo de segurança por parte da Prefeitura de Fortaleza para lidar com essa situação de vulnerabilidade. As filas são longas e a exposição é permanente tanto no trajeto quanto na espera. A falta de orientação e o medo são uma constante. “Diversas pessoas mais velhas ainda não foram tomar a vacina com medo. Muitas delas por terem filhos e netos envolvidos no mundo do crime”, afirma uma fonte ouvida pela reportagem.

Definidos os nomes do presidente e do relator da CPI das Associações Militares

Após o anúncio de sua criação, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Associações Militares definiu os nomes do presidente, vice-presidente e relator. São eles, respectivamente: os deputados Salmito Filho (PDT), Queiroz Filho (PDT) e Elmano de Freitas (PT). A CPI irá investigar o suposto financiamento de associações ligadas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros aos policiais amotinados no Ceará, em fevereiro do ano passado. As sessões ocorrem a partir da próxima terça-feira, dia 31, às 9h30. A composição da Comissão Parlamentar de Inquérito já havia sido anunciada. Os membros titulares são: Soldado Noelio (PROS), Davi de Raimundão (MDB), Romeu Aldigueri (PDT) Salmito Filho (PDT), Queiroz Filho (PDT), Augusta Brito (PCdoB), Nizo Costa (PSB), Elmano de Freitas (PT) e Marcos Sobreira (PDT).

Parecer do Conselho Nacional de Ouvidorias de Defensorias Públicas declara nula eleição de ouvidor-geral no Ceará

Em nota pública divulgada ontem, dia 26, o Conselho Nacional de Ouvidorias de Defensorias Públicas (CNODP) emitiu um parecer opinando pela anulação do certame no qual o advogado Francisco Allyson da Silva Frota foi escolhido como ouvidor-geral da Defensoria Pública do Ceará  bem como pela abertura de um novo processo de eleição. O parecer foi encaminhado ao Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado do Ceará.