Plano Nacional prioriza profissionais de segurança; feminicídios e letalidade policial ficam de fora

Ao mesmo tempo em que dá ênfase à proteção dos policiais, o novo Plano Nacional de Segurança exclui qualquer menção à letalidade policial, que deixa de ser um indicador. Em seu lugar, entram o quantitativo de profissionais de segurança pública mortos em decorrência de sua atividade, a taxa de vitimização de profissionais de segurança pública e a taxa de suicídios de profissionais de segurança pública. Saberemos de forma precisa quantos policiais morrem no Brasil. Em compensação, o número de pessoas mortas pela polícia será uma incógnita. É quase um excludente de ilicitude estatístico. Reprimir o crime organizado, combater a expansão das milícias, rever a política de drogas, aperfeiçoar o controle e o rastreamento de armas de fogo, munições e explosivos, articular ações no âmbito da gestão municipal da segurança… Nenhum desses temas aparece como um grupo prioritário no documento.

Racismo e encarceramento são temas de seminário promovido pela UFCA

O evento será transmitido no canal do Youtube “TV Adm Pública UFCA” no dia 14/04 a partir das 19h, tendo como palestrantes Franciane Santos, Ítalo Siqueira e Zuleide Queiroz e como mediador do momento o Prof. Wendell Barbosa. A participação no evento é gratuita e todos os inscritos receberão certificados.

Entidades da sociedade civil repudiam repressão desproporcional da PM do Ceará contra manifestantes

A resposta desproporcional da PM do Ceará a uma manifestação de mães e familiares do sistema pena, na tarde de ontem, em pleno Dia da Consciência Negra (20 de novembro), foi alvo de uma série de críticas e repúdios públicos. Conforme revela o jornal O POVO, a ação violenta promovida pelo Batalhão de Choque será investigada pelo Núcleo de Investigação Criminal do Ministério Público estadual (MPCE). O procurador geral de Justiça, Manuel Pinheiro, teria encaminhado um vídeo ao promotor Humberto Ibiapina, coordenador da área, para abertura do procedimento.

O que significa o ataque de facções criminosas à Igreja de Cruz, no Ceará

Cerca de um ano e nove meses após a chegada de Mauro Albuquerque, integrantes de facções criminosas invadem uma igreja no interior do Estado e vandalizam um templo católico, mostrando que até mesmo pregar a palavra de Deus tornou-se atividade de risco no Ceará. O crime organizado comandado de dentro dos presídios, afinal, não está inteiramente controlado

Precisamos de mais uma polícia no Ceará? Notas sobre a criação da Polícia Penal

A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou a criação de uma Polícia Penal. O que essa mudança representa para a segurança pública? Quem irá controlar as ações dos policiais no interior dos presídios? Como será feita essa formação, haja vista que não se trata apenas de uma mudança da nomenclatura, mas de uma reestruturação profunda tanto da carreira quanto das competências?

Presídios cearenses voltam a receber visitas esta semana

Secretaria de Administração Penitenciária publicou hoje, no Diário Oficial, portaria sobre plano de retomada gradual de visitas no sistema prisional do Ceará. O documento descreve critérios para o retorno de visitantes às unidades prisionais. As medidas começam a valer a partir do próximo dia 29.Unidades em municípios que estejam na fase 4 da retomada, obedecerãoContinuar lendo “Presídios cearenses voltam a receber visitas esta semana”

Livro aborda as políticas públicas diante do crescimento de facções criminosas

As facções se tornaram uma expressão corrente em nosso vocabulário. Ao mesmo tempo, é possível perceber a dificuldade de se estruturar uma ação coordenada que vise a sua repressão. A advogada Natália Pinto Costa aborda essa relação em pesquisa que virou livro. Pesquisa analisa propostas de prevenção que abordassem especificamente as chacinas e micro chacinas que ocorriam com frequência, tanto dentro dos presídios como extramuros.

“O Estado não é um agente humanizador. O Estado é mantenedor dessa condição de privilégio”, afirma novo presidente do Copen

Em entrevista, Cláudio Justa aborda o processo de desumanização promovido pelo Estado em suas políticas de segurança e prisional. “O Estado brasileiro não tem condições de humanização em nenhum lugar, a não ser na Avenida Paulista. As zonas que estão fora do campo do raio de retribuição do mercado não têm humanização. O Estado não é um agente humanizador. O Estado é mantenedor dessa condição de privilégio”, afirma.

Homicídios caem em julho no Ceará, mas números permanecem maiores que ano passado

Os dados consolidados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) sobre Crime Violento Letal Intencional (CVLI) divulgados nesta semana mostram uma tendência de queda da violência no Ceará na comparação com os meses anteriores. Julho registrou 295 homicídios, número menor que junho, quando foram contabilizados 357 assassinatos. Janeiro foi o mês menos violentoContinuar lendo “Homicídios caem em julho no Ceará, mas números permanecem maiores que ano passado”

ARTIGO: O xadrez político do sistema prisional cearense

Por Ricardo Moura As atividades do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará (Copen) devem voltar este mês. Desde janeiro, o órgão amargava uma triste inatividade causada pela ausência de conselheiros efetivos. O mandato da gestão anterior expirou sem que novas pessoas fossem nomeadas ou reconduzidas aoscargos pelo governador, inviabilizando seu funcionamento.Criado em 1927, o ConselhoContinuar lendo “ARTIGO: O xadrez político do sistema prisional cearense”