Com foco na RMF, Áreas Integradas de Segurança (AIS) são ampliadas para 25

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) alterou o desenho territorial das Áreas Integradas de Segurança (AIS) pela segunda vez. As mudanças se concentraram na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). As cidades que pertenciam às AIS 11, 12 e 13 foram desmembradas e realocadas em outras áreas a partir da criação de três novas áreas (AIS 23, 24 e 25). Os municípios de Caucaia e Maracanaú passam a ser abrangidos, cada um, por uma única Área Integrada de Segurança, a AIS 11 e a AIS 12, respectivamente.

Número de policiais militares mortos pela Covid-19 no Ceará chega a 50

Os dados mais recentes sobre a letalidade da covid-19 entre profissionais da segurança revelam que o número de policiais militares da ativa mortos pela doença chegou a 50 na última sexta-feira, dia 21. O levantamento é feito pela Associação das Praças do Estado do Ceará (Aspra-CE). Em relação aos policiais civis mortos pela Covid-19, o número saltou de 10 para 13 desde o último levantamento, realizado no dia 6 de maio. As informações são do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol).

Covid-19: luto e dor pela perda dos familiares na pandemia

Na quarta reportagem da série sobre mortes de profissionais da segurança pública por Covid-19, abordamos os relatos de familiares que perderam seus entes por causa da doença. Tratam-se de dramas pessoais que não aparecem nas estatísticas e muito menos nos relatos oficiais sobre a pandemia. Cada perda é um universo de sofrimento inestimável. Descrever a história de quem perdeu um familiar na pandemia é uma forma de sair da frieza dos dados no intuito de revelar uma dimensão dolorosa e única desse mal que nos aflige há mais de um ano.

Soldado PM é executado em canteiro de obras em Fortaleza

Diego Martins, soldado do Comando Tático Rural da Polícia Militar (Cotar), foi assassinado agora à tarde no bairro Lourdes, em Fortaleza. A vítima foi morta enquanto estava em um canteiro de obras. Um grupo de homens que se apresentavam como policiais civis o abordaram e o executaram com um tiro no abdômen e três nasContinuar lendo “Soldado PM é executado em canteiro de obras em Fortaleza”

Número de policiais militares mortos por Covid-19 no Ceará chega a 42

Nesta série de reportagens, abordaremos a dificuldade enfrentada pelos profissionais de segurança pública durante a pandemia, bem como o luto e a dor das famílias que perderam seus entes. No artigo de hoje, mostramos que há uma divergência entre o número de mortos por Covid-19. Enquanto o Governo do Estado afirma que 18 policiais civis e militares perderam suas vidas por causa do Coronavírus, levantamento feito por uma das associações que representam policiais militares, a Aspra, revela que esse número é, pelo menos, duas vezes maior.

PM morto por Covid-19 queixou-se de condições de trabalho e de falta de atendimento médico

O soldado PM Jocélio Melo Pereira, 32, morreu hoje em decorrência da Covid-19. Em uma conversa por Whatsapp, à qual o Blog Escrivaninha teve acesso, o militar comenta sobre as más condições de trabalho e a dificuldade em ser atendido. O PM alega ainda ter sido infectado enquanto trabalhava.

Mortes de profissionais da segurança por Coronavírus são mantidas em segredo

Para não arruinar a narrativa oficial criada em torno da pandemia, muitas entidades, políticos e líderes religiosos calam-se sobre o efeito devastador do Coronavírus nas forças de segurança. Saber o número exato de profissionais que morreram de Covid é uma tarefa árdua. Não há contabilização sistemática das vítimas, muito menos divulgação pública. As notas de pesar em redes sociais, quase em sua totalidade, são publicadas sem qualquer menção à doença. Evita-se a todo custo falar sobre as causas de tantos óbitos, embora todo mundo saiba o motivo.

Números da letalidade policial em queda: o bom exemplo que vem de São Paulo

A Polícia Militar de São Paulo, assim como ocorreu com a PM do Ceará, registrou um incremento em seus números de letalidade no primeiro semestre de 2020. Em vez de tratar a situação como se ela fosse inevitável, o comando da corporação adotou uma série de medidas visando à redução da violência letal. O resultado é promissor: nos sete meses em que as ações foram implementadas, as mortes por intervenção policial caíram 47,8. Com uma taxa de 0,48 morte por 100 mil habitantes, São Paulo caiu da 15ª para a 22ª posição entre os estados com maiores taxas de letalidade policial, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O Ceará, por sua vez, ocupa a 14ª posição, com uma taxa que é o dobro da paulista (1,04 morte por 100 mil habitantes). Amapá é o estado mais violento da federação, com uma taxa de 8,12 mortes por 100 mil habitantes.

Repressão à manifestação foi completamente incompatível com os princípios básicos do Estado de Direito, afirma Copen

Cláudio Justa, presidente do Conselho Penitenciário do Ceará (Copen), participou na manhã de hoje, dia 23, de uma reunião do Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas da Defensoria Pública do Estado (NDHAC) para acompanhar a escuta das vítimas e testemunhas no caso do protesto na SAP. De acordo com o relato dele, a conduta da Polícia Militar foi completamente incompatível com os princípios básicos do estado de Direito. “Uso abusivo da força ficou patente além da nítida intenção não de conter ameaça de distúrbios, mas sim de reprimir o próprio direito constitucional à manifestação.
As agressões também foram seletivas, com militantes negros como alvos. Um protesto pacífico, com a presença de mulheres, crianças e religiosos da Pastoral Carcerária foi reprimido, de modo injustificável, com spray de pimenta, balas de borracha e, pasmem, com uso de munição letal”, afirmou.

Entidades da sociedade civil repudiam repressão desproporcional da PM do Ceará contra manifestantes

A resposta desproporcional da PM do Ceará a uma manifestação de mães e familiares do sistema pena, na tarde de ontem, em pleno Dia da Consciência Negra (20 de novembro), foi alvo de uma série de críticas e repúdios públicos. Conforme revela o jornal O POVO, a ação violenta promovida pelo Batalhão de Choque será investigada pelo Núcleo de Investigação Criminal do Ministério Público estadual (MPCE). O procurador geral de Justiça, Manuel Pinheiro, teria encaminhado um vídeo ao promotor Humberto Ibiapina, coordenador da área, para abertura do procedimento.