Em Fortaleza, áreas com maior número de assassinatos possuem menor casos de letalidade policial

Na terceira reportagem da série “Números da letalidade policial em Fortaleza”, apresentamos uma comparação sobre os mapas da letalidade policial e dos crimes violentos letais intencionais (CVLI) na capital cearense. É possível observar, a partir dos dados levantados por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), que a relação entre assassinatos e mortes por intervenção policial é inversa, ou seja, nas áreas integradas de segurança (AIS) com maior número de homicídios, a quantidade de vítimas da violência institucional é menor.

Lentidão e falta de amparo às vítimas são características em comum nos casos de letalidade policial

Movimentos da sociedade civil se organizam em busca de Justiça nos casos envolvendo mortes por intervenção policial. O caminho, no entanto, é árduo. Falta de assistência e lentidão nos processos judiciais são um fardo para quem perdeu um ente familiar pelas mãos do Estado, como nos casos da Chacina do Curió e da morte do adolescente Juan Ferreira, de 14 anos. A segunda reportagem da série “Números da letalidade policial em Fortaleza” retrata a luta e o esforço dos familiares em seguir suas vidas após terem os filhos mortos em decorrência de intervenção policial.

Ministério Público cobra ações contra onda de assassinatos em Chorozinho

Com apenas 20 mil moradores, a cidade de Chorozinho, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), enfrenta uma onda de assassinatos que está aterrorizando a população. Só nessa última quarta-feira, dia 29, quatro pessoas foram executadas na cidade em menos de 10 horas sob circunstâncias distintas. No último dia 18, um sábado, quatro adolescentes entre 15 e 17 anos, moradores da zona rural, já haviam sido vítimas de uma chacina. De janeiro a agosto deste ano, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), 14 crimes violentos letais intencionais (CVLIs) foram registrados naquele município.

Licitação que prevê sistema de reconhecimento facial em escolas é suspensa

Secretaria Municipal da Educação de Fortaleza (SME) suspendeu o pregão eletrônico 376/2020, que previa a contratação de uma solução tecnológica de reconhecimento facial, detecção de uso de máscara e aferição de temperatura. Após um primeiro pregão que havia sido cancelado, a Prefeitura de Fortaleza abriu uma nova licitação para implantar sistema de reconhecimento facial nas escolas. A medida, caso fosse aprovada, iria custar R$ 21,1 milhões ao erário em pleno apagar das luzes da gestão Roberto Cláudio (PDT). A abertura das propostas ocorreu na última quinta-feira, dia 17. Os motivos apresentados pela Prefeitura para a implantação do sistema de reconhecimento são: automação no registro de frequência escolar, controle da quantidade de insumos usados diariamente na merenda escolar, bem como aferição de temperatura e detecção de uso de máscara. Na prática, alunos de 574 unidades escolares da Rede Municipal deverão ter seus rostos monitorados pela Prefeitura a partir do ano que vem sob o pretexto de prevenção ao Coronavírus.

O paradigma da segurança pública

Numa sociedade em guerra é a força que define um inimigo o qual deve ser limitado por uma força contrária superior, mas numa sociedade sem guerra, é a lei que define quem é ou não é um inimigo e por isso em toda sociedade democrática é restringido o direito de vingança que é próprio do guerreiro militar e das sociedades guerreiras. Não poder agir individualmente com raiva, força e violência quando violentado por outro é o princípio de uma lei democrática quando se transfere o poder de ação guerreiro militar para o poder de todos os cidadãos que elaboram leis e que decidem a partir delas o que deve ser feito àquele utilizou da raiva, força e violência contra outro.