O desafio de construir uma política consistente na área da segurança pública

O sucessor de André Costa, o também delegado federal Sandro Luciano Caron, vem da área da inteligência policial. Trata-se, por certo, de um ponto ainda vulnerável na segurança pública estadual. As condições tecnológicas estão postas. Falta, contudo, maior integração entre as polícias e, principalmente, pagar a dívida histórica com a Polícia Civil, corporação sucateada há pelo menos 30 anos.

O que significa o ataque de facções criminosas à Igreja de Cruz, no Ceará

Cerca de um ano e nove meses após a chegada de Mauro Albuquerque, integrantes de facções criminosas invadem uma igreja no interior do Estado e vandalizam um templo católico, mostrando que até mesmo pregar a palavra de Deus tornou-se atividade de risco no Ceará. O crime organizado comandado de dentro dos presídios, afinal, não está inteiramente controlado

O Big Brother cearense tem que ser repensado

A vigilância tem consequências ainda mais perversas para grupos sociais e territórios historicamente criminalizados e onde só o que chega é o Estado policial, não o promotor de direitos. Vale lembrar que na capital cearense torres foram instaladas nas periferias, que policiais já podem fazer uso de reconhecimento facial contra supostos suspeitos. Tudo isso sem que haja debate público, avaliação dos resultados das políticas ou qualquer mecanismo de transparência e/ou controle social.

Precisamos de mais uma polícia no Ceará? Notas sobre a criação da Polícia Penal

A Assembleia Legislativa do Ceará aprovou a criação de uma Polícia Penal. O que essa mudança representa para a segurança pública? Quem irá controlar as ações dos policiais no interior dos presídios? Como será feita essa formação, haja vista que não se trata apenas de uma mudança da nomenclatura, mas de uma reestruturação profunda tanto da carreira quanto das competências?

Saída do cargo se deveu a assuntos familiares, afirma secretário

Em um áudio no Whatsapp ao qual o Blog Escrivaninha teve acesso, André Costa, ex-secretário da Segurança Pública e Defesa Social, explica a decisão de deixar o cargo. O motivo está relacionado a questões familiares: ele irá morar em Maceió para que possa ficar mais próximo de sua filha adolescente, que reside na capital alagoana.

A saída do anti-Capitão Wagner

Por Ricardo Moura A notícia pegou todo mundo de surpresa. Na hora do almoço, André Costa, o então secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) participava de um seminário online onde expunha um balanço das ações de sua pasta. Cerca de três horas depois, o delegado da PF já não ocupava mais o comandoContinuar lendo “A saída do anti-Capitão Wagner”

Mortes de brancos caem enquanto a de negros aumentam, é por isso que Fortaleza nunca mais se apavorou

A pauta do “Fortaleza Apavorada” restringia-se a uma faixa territorial e de renda muito específicas. Com ajustes no policiamento, a quantidade de furtos, assaltos e arrastões caiu, diminuindo a sensação de insegurança vivida por moradores das áreas mais ricas e urbanizadas. A periferia, por sua vez,só pôde sentir-se relativamente segura no período da “paz” entre as facções.

Presídios cearenses voltam a receber visitas esta semana

Secretaria de Administração Penitenciária publicou hoje, no Diário Oficial, portaria sobre plano de retomada gradual de visitas no sistema prisional do Ceará. O documento descreve critérios para o retorno de visitantes às unidades prisionais. As medidas começam a valer a partir do próximo dia 29.Unidades em municípios que estejam na fase 4 da retomada, obedecerãoContinuar lendo “Presídios cearenses voltam a receber visitas esta semana”

Se a violência é contagiosa, por que não a tratamos como uma epidemia?

Estudos que analisam a violência como um fenômeno com características semelhantes a uma epidemia são cada vez mais comuns. Haveria pelo menos três componentes semelhantes a uma doença contagiosa: aglomeração em pontos determinados, disseminação no espaço e no tempo e transmissão pessoa-a-pessoa. Vale ressaltar que não se trata de uma concepção biologizante da violência, mas do modo como ela se propaga a partir de uma prática apreendida em boa parte de forma inconsciente.

O que há por trás da liberação do acesso às armas de fogo?

Em última instância, o discurso de Bolsonaro é um forte estímulo para a formação de grupos armados que compartilham de sua ideologia e do seu projeto de poder, ambos travestidos sob a fantasia de uma “guerra” pela defesa dos valores citados pelo próprio presidente na reunião: família, Deus, Brasil, armamento, liberdade de expressão e livre mercado. Não à toa está sendo cada vez mais comum se deparar com parlamentares portando armas nas redes sociais e membros do próprio governo fazendo menção ao uso de armamentos.