Frente Parlamentar pelo Controle de Armas, pela Paz e pela Vida será lançada no Senado

Escalada armamentista cresceu exponencialmente nos últimos anos. Frente será composta por parlamentares no exercício do mandato, além de organizações sociais, entre elas os Institutos Sou da Paz e Igarapé

Atualização, 15h31: O lançamento foi adiado para a próxima terça-feira dia 29

O registro de novas armas de fogos cresceu 300% em 2021 no Brasil. A escalada armamentista ganhou tração com o novo governo federal, que vê no armamento de segmentos da população sua principal proposta na área da segurança pública. O recorte do perfil socioeconômico dos usuários é uma mostra sobre a quem interessa esse projeto. Como uma forma de barrar esse processo, será lançada, nesta terça-feira (22), às 19h, no Senado Federal, a Frente Parlamentar pelo Controle de Armas, pela Paz e pela Vida.

A iniciativa tem como objetivo promover um amplo debate no Congresso Nacional sobre controle de armas e munições e seus benefícios sociais, além de formular, aprimorar e apresentar proposições para o aperfeiçoamento desta política. Formada por parlamentares, organizações sociais e entidades da sociedade civil, como os Institutos Sou da Paz e Igarapé, instituições policiais e militares, a Frente não tem objetivos político-partidários.

“A criação da frente mostra o engajamento de parlamentares e da sociedade civil num momento em que o Senado pretende votar o PL 3723 e uma reação de parlamentares contra o desmantelamento da política de controle de armas”, comenta Felippe Angeli, gerente de advocacy do Instituto Sou da Paz. “É importante também pois forma uma unidade em defesa do debate cívico sobre essa questão, especialmente após ameaças sofridas por senadores”, diz.

Atualmente, tramita no Senado um projeto de lei que  altera pontos importantes da legislação sobre controle de armas e munições no país e é alvo de grande pressão de lobistas. A proposta está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob a relatoria do senador Marcos do Val (Podemos-ES). Após senadores contrários ao novo texto conseguirem adiar a votação, alguns deles passaram a receber ameaças nas redes sociais e por email, além de se tornarem alvos de diversos tipos de pressão. 

“A instalação desta Frente Parlamentar é um marco importantíssimo, sobretudo no contexto de tantos retrocessos no controle de armas e munições do país e após os recentes ataques contra parlamentares em meio à discussão do projeto de lei 3723/2019”, avalia Michele dos Ramos, assessora especial do Instituto Igarapé. O Congresso Nacional reforça seu compromisso com a discussão responsável de uma política central para a segurança pública e democracia brasileiras”, conclui.

(com informações da assessoria de comunicação do Instituto Sou da Paz)

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