Motoristas de aplicativo do Ceará contam com novos recursos de segurança

O aplicativo 99 lançou, no mês passado, novos recursos de segurança para motoristas parceiros. Um dos destaques é a ferramenta “Validação de Acesso”, que utiliza uma solução de prevenção de fraude para verificar se os usuários são realmente os donos dos CPFs informados por meio de um questionário. A empresa criou ainda um novo modelo de mapeamento de áreas de risco que permite aos condutores colaborar com a identificação dessas regiões. No Ceará, o índice de violências totais contra motoristas é de 70% do total de ocorrências de segurança verificadas pelo aplicativo. Se forem somados apenas os casos graves, esse percentual chega a 92%.

Como a segurança foi terceirizada no Governo Bolsonaro

Quando se trata de uma decisão política, de um projeto de poder, o abandono do SUSP se explica perfeitamente bem, haja vista que a ideia de um “sistema único de segurança pública” soa destoante de um cenário no qual as elites estão se armando de forma indiscriminada e na qual os freios às ações violentas dos agentes públicos são quase inexistentes, dada a ausência de qualquer reprimenda estatal, nem sequer ao menos um lamento, sobre as vidas ceifadas durante as operações policiais. Na lógica de guerra, são apenas danos colaterais. Ao contrário dos esforços privatizantes de Paulo Guedes na Economia, a segurança no Brasil obteve mais êxito em seu processo de privatização.

Armas de fogo sim, máscaras não: o extermínio como política

No mesmo dia em que mais uma vez deu mostras de indignação sobre o uso de máscara para prevenção da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro ostentou em sua live semanal a réplica de um fuzil produzida por um artesão cearense, motorista aposentado da Polícia Federal, com peças de veículos usados. Para quem se pergunta sobre qual o posicionamento do poder público em relação a tantas mortes ocorridas em operações policiais, o contentamento de Bolsonaro com a possibilidade de uso de uma arma de fogo real em uma comunidade não deixa dúvidas que tais ações são chanceladas e amparadas por instâncias superiores.

Manual prático do contragolpe (I)

A ameaça de um autogolpe é sempre empregada quando o Governo Federal se vê em apuros. A ideia é manter a oposição constantemente temerosa, como se a possibilidade de uma virada de mesa estivesse na manga. É preciso criar vacinas para que isso não aconteça. Tempo e condição para tanto existem. Talvez faltem estratégia e articulação. O título da coluna de hoje é uma referência ao livro Golpe de Estado: manual prático, escrito pelo estrategista militar e cientista político Edward Luttwak. Apesar da provocação, a obra não ensina a dar um golpe, mas aborda de forma didática elementos em comum que levam um governo a ser deposto.

O gambito do Capitão: as razões por trás do anúncio da pré-candidatura de Wagner ao Governo do Ceará

Apesar da relação amistosa entre os dois parlamentares e de Eduardo Girão ter sido o coordenador da campanha de Capitão Wagner a prefeito de Fortaleza, a antecipação do anúncio da pré-candidatura tem sua razão de ser do ponto de vista da estratégia. A participação do senador cearense na CPI da Covid, por mais polêmica que seja, concede ao parlamentar um palanque nacional inédito, com direito a forte presença midiática. Além disso, a defesa intransigente à forma como o Governo Federal atuou em relação à pandemia transforma Eduardo Girão em uma figura de proa do bolsonarismo no Ceará.

Blog lança boletim de análises sobre dados da segurança pública no Ceará

Compreender as dinâmicas da violência e da criminalidade de um Estado por meio dos dados oficiais nem sempre é uma tarefa fácil. Pensando nisso e na possibilidade de ampliar o debate sobre a segurança pública para um maior número de pessoas, o Blog Escrivaninha lança o primeiro número de seu Boletim “Cenários da (In)Segurança Pública” com uma análise aprofundada e, ao mesmo tempo, didática, sobre as ocorrências criminais no Estado do Ceará. Para tanto, contamos com o apoio de Marília Monteiro do Santos, bacharela em ciências econômicas, graduanda em ciências sociais e mestranda em Sociologia além de uma estudiosa de questões como segurança pública, gênero e juventude. Confira o texto de introdução do Boletim. A publicação pode ser acessada e baixada gratuitamente no fim desta página.