Como a segurança foi terceirizada no Governo Bolsonaro

Quando se trata de uma decisão política, de um projeto de poder, o abandono do SUSP se explica perfeitamente bem, haja vista que a ideia de um “sistema único de segurança pública” soa destoante de um cenário no qual as elites estão se armando de forma indiscriminada e na qual os freios às ações violentas dos agentes públicos são quase inexistentes, dada a ausência de qualquer reprimenda estatal, nem sequer ao menos um lamento, sobre as vidas ceifadas durante as operações policiais. Na lógica de guerra, são apenas danos colaterais. Ao contrário dos esforços privatizantes de Paulo Guedes na Economia, a segurança no Brasil obteve mais êxito em seu processo de privatização.

Negacionismo e armamento da população são ameaças à vida dos próprios policiais

O discurso de que a segurança pública e o combate à corrupção seriam prioridades convenceu muita gente de que a sensação de insegurança acabaria se o país estivesse sob uma nova direção. Na prática, porém, os profissionais de segurança passaram a correr riscos desnecessários sem que houvesse a contrapartida devida. Destaco duas fontes permanentes de insegurança para quem atua nessa área: o negacionismo acerca do Coronavírus e a política de liberação do uso de armas de fogo.

Na América de Trump, homicídios dispararam em 2020. O que isso tem a ver com o Brasil?

Por Ricardo Moura De acordo com uma reportagem publicada pela National Public Radio, os homicídios nos Estados Unidos, assim como ocorreu no Brasil, cresceram de forma descontrolada em 2020, ano em que a pandemia do Coronavírus assolou o planeta. Em Chicago, os assassinatos aumentaram 50%, Los Angeles registrou um crescimento de 50% na violência letalContinuar lendo “Na América de Trump, homicídios dispararam em 2020. O que isso tem a ver com o Brasil?”