Se a gestão das escolas pode ser militarizada, a gestão dos presídios também passou a ser a partir da criação da figura da polícia penal. Essa foi a solução encontrada para lidar com o caos no sistema penal. A mudança do nome, de agente penitenciário para policial penal, não se configura como uma medida meramente cosmética, mas sim uma transformação radical na própria atividade-fim dos servidores, que passaram a fazer parte dos quadros da segurança pública estadual. O fim último do militarismo é a guerra. Como bem afirma o cineasta Marcelo Pedroso, diretor do filme “Por trás das linhas de escudo”, que retrata o cotidiano do Batalhão de Choque de Pernambuco, o Brasil sempre esteve em guerra com sua própria população.
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A política do “quebra dedos” como paradigma
De tão comum e de tão aceita, poderíamos até mesmo alçar a prática de tortura nos presídios ao status de uma política prisional não-escrita que funcionaria em paralelo às normas previstas pela Lei de Execução Penal (LEP)
Direção de presídio no Ceará é afastada após denúncias de torturas
Devem ser afastados o diretor, o vice-diretor, o chefe de segurança e disciplina, e o gerente administrativo da unidade, além de um policial penal diversas vezes citado como autor de violência contra presos
De Belém ao Curió: chacinas semelhantes, destinos diversos
Entre os dias 4 e 5 de novembro de 2014, 11 jovens foram assassinados em diversos bairros de Belém por policiais militares. A causa alegada para a matança foi a morte do cabo Antônio Marcos da Silva Figueiredo, mais conhecido como Pety.
Um ano depois, na periferia de Fortaleza, onze pessoas foram executadas entre os dias 11 e 12 de novembro, em diversos bairros da Grande Messejana, no que ficou conhecido como a Chacina do Curió. O motivo para tantas mortes, novamente, deveria-se a uma retaliação pela morte do soldado PM Valtermberg Chaves Serpa, que morreu após reagir a um roubo contra a esposa dele. O que há de comum e o que diferencia essas duas chacinas?
Ciro afirma que jovens são reféns da “universidade do crime” e pede tempo a Elmano na segurança
O ex-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), participou de uma palestra sobre Direito e Segurança Pública promovida pela Comissão de Segurança Pública da OAB, na última quarta-feira, 21, na sede da entidade. Ex-governadores do Estado serão convidados a participar
A chacina do Curió e o nosso pacto civilizatório em xeque
Mais que uma simples ação penal, a chacina do Curió é um marco na delimitação do que pode ser tolerado pela sociedade. Não é possível que um crime de tal dimensão permaneça impune por ainda mais tempo. A resposta a essas questões começam a ser dadas esta semana a partir do julgamento dos primeiros policiais militares denunciados.
Homem ateia fogo em ex-mulher por não aceitar término de relacionamento
A vítima se encontra em estado grave no Instituto Dr. José Frota (IJF) e aguarda uma vaga na UTI. O agressor está detido na Delegacia de Capturas. A mulher teve 80% do corpo queimado.
Após um mês, jovem desaparecido é encontrado em São Paulo
No último dia 10, o jovem João Vítor Luís Fernandes, de 20 anos, foi encontrado na cidade paulista de Itu por agentes da 2ª Delegacia de Polícia Rodoviária Federal, em Niterói. Ele estava desaparecido desde o dia 9 de maio. O pai, o irmão e um amigo se dirigiram ao local para levá-lo de volta a sua residência no município de Rio Bonito, no Rio de Janeiro. Conforme o policial rodoviário Paulo Henrique de Souza, que participou do resgate, o rapaz estava parcialmente desorientado e apresentava sinais de desidratação. Ao chegar ao Rio de Janeiro, João Vítor passou por uma avaliação médica no hospital psiquiátrico de Jurujuba, em Niterói. Nenhuma anomalia foi detectada.
Aposta no esquecimento não tornará o Ceará menos violento
A tentativa de controle sobre a narrativa da segurança pública não passa somente pela forma como o governo lida com os meios de comunicação, mas pela abertura dada à produção acadêmica. Soa no mínimo uma arrogância do poder público não levar toda essa produção em consideração. O que se vê de forma mais disseminada é uma aposta no esquecimento diante da enxurrada de notícias que se avolumam no dia a dia.
Mãe de jovem desaparecido diz que filho foi vítima de “lavagem cerebral”
Mudança no comportamento se deu há dois anos. Segundo o relato da mãe, o jovem saiu de casa sem avisar. Ele teria simplesmente deixado a casa onde morava com a mãe e o pai, no município de Rio Bonito (RJ), e não voltou. Não há informações se o jovem já estaria morando na propriedade do guru
