Não só a infraestrutura urbana é afetada, mas os próprios mecanismos de controle social que regulam a sociedade. A desordem é a tônica em tais situações, favorecendo o surgimento de comportamentos criminosos e incivilizados Por Ricardo Moura A tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul une dois desafios de nossos tempos: lidar com aContinuarContinuar lendo “O impacto dos desastres ambientais na segurança pública”
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Facções dominam 11 praças no Centro de Fortaleza
“A ‘caibada’ fez com que um valentão que vive no meio da praça fosse parar no hospital; hoje ele está todo no ferro”, relata um dos milhares moradores em situação de rua situados em praças públicas do centro de Fortaleza. O termo utilizado pelo morador em situação de rua, “caibada”, designa um tipo de violência utilizada por pessoas ligadas aos grupos criminosos que atuam na cidade. O método consiste em agredir uma pessoa com caibros de madeira, quebrando os membros do corpo da vítima, como braços e pernas. Conforme o blog apurou, o centro de Fortaleza dispõe de ao menos 11 praças em que o comércio de entorpecentes é gerido pelo grupo criminoso Comando Vermelho.
“Antigamente, a praça mais perigosa pra gente que mora na rua era a Praça do Ferreira. Qualquer besteirinha levavam a pessoa lá pra trás (ruas paralelas) e ‘peia’. A facção só tem uma vantagem: Não bate em quem não deve nada. Se alguém chegar pra bater em mim sem eu dever nada a ele, levam lá pro chefe e ele se vira com ele”, comentou Gean (nome fictício).
Para entender um pouco sobre o território e a divisão das facções no centro da cidade, uma fonte, vítima de tentativa de homicídio por um grupo criminoso, explicou que a segmentação propriamente dita ocorre nas comunidades localizadas na Beira Mar, repercutindo nas praças do Centro de Fortaleza. Gean explica que o Rio Cocó, localizado entre a Praia do Caça e Pesca e a Praia da Sabiaguaba é o limite entre uma facção e outra.
Gestante em situação de rua morre atropelada no Centro
Motorista fugiu sem prestar socorros, no entanto, mas minutos depois retornou ao local para averiguar se a vítima havia falecido e foi preso pela polícia. SSPDS confirmou o relato de testemunhas de que ele estava sob efeito de álcool
