83% da população mundial vivem em países com alto índice de criminalidade

O índice, que mede a extensão e a gravidade do crime organizado em todo o mundo, mostra que a percentagem da população global que vive em países caracterizados por altos níveis de criminalidade aumentou

O mundo está cada vez mais dividido em termos sociais, econômicos e políticos, e isso tem alimentado o crescimento do crime organizado, segundo o Índice Global de Crime Organizado 2023. O indicador, elaborado pela Iniciativa Global contra a Criminalidade Transnacional Organizada (GI-TOC, na sigla em inglês), avalia os níveis de crime organizado e a capacidade de resiliência dos países para enfrentar as ameaças criminosas. Os resultados do índice mostram que 83% da população mundial vivem em países com altos níveis de criminalidade. Isso representa um aumento de 4% em relação a 2021.

O Brasil ocupa o 22º lugar no escore mundial da criminalidade. O país é o sétimo das américas. Em termos de resiliência, ocupa a 94º posição no ranking mundial e o 18º lugar nas américas. O informe completo da realidade brasileira pode ser lido aqui

O relatório atribui o aumento do crime organizado a uma série de fatores, incluindo a desigualdade econômica e social, a instabilidade política e os conflitos. Esses fatores criaram um ambiente propício para o crime organizado, que se aproveita da vulnerabilidade das pessoas e das instituições.

Os crimes financeiros são a forma de atividade criminosa mais difundida e predominante no mundo, à frente dos mercados baseados em humanos e do crescimento dos mercados de cocaína e drogas sintéticas. Trata-se de uma atividade criminosa onipresente, visando vítimas em todo o espectro da ordem social e econômica.

A corrupção, especialmente no setor público, continua a ser um facilitador do crime organizado. Os atores criminosos continuam a permear todas as esferas do aparato estatal, o que dificulta a resposta dos governos à ameaça do crime organizado.

O relatório conclui que é crucial que as autoridades nacionais e internacionais se voltem para uma abordagem holística para o combate ao crime organizado. Essa abordagem deve incluir a promoção de mecanismos de supervisão, estruturas de proteção para vítimas do crime organizado e colaboração com organizações da sociedade civil.

O relatório aponta que os fatores que contribuem para o crescimento do crime organizado incluem:

Conflito e instabilidade política;
Pobreza e desigualdade;
Mudanças climáticas;
Avanços tecnológicos;
Enfraquecimento da sociedade civil.

Sobre a pesquisa

O índice é baseado em um conjunto de dados mais abrangente do que o anterior, incluindo indicadores de criminalidade e resiliência para todos os 193 estados membros da ONU. A GI-TOC é uma organização internacional que trabalha para combater a criminalidade transnacional organizada.

Clique para acessar o texto completo do relatório (em inglês)

Matéria escrita com apoio de IA a partir de informações da Iniciativa Global contra a Criminalidade Transnacional Organizada.

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